sábado, 18 de fevereiro de 2012



Casamento sem amor entre cristãos

Publicado: 15/02/2012 em AmorEspiritualidadeFelicidadePecadoRelacionamento,SaudadeSofrimentoSolidão
Muitos amigos do APENAS constantemente me pedem para escrever sobre os mais variados assuntos. Os três mais pedidos sem dúvida são dízimo, prosperidade e amor. Sobre o dízimo já aviso que estou escrevendo um post enorme sobre isso. Mas como vivemos numa época em que muitos líderes-celebridades (geralmente desigrejados ou emergentes) equivocadamente estão ensinando que não é preciso mais praticar esse ato milenar e muitos estão realemte acreditando nisso, é preciso escrever de forma muito bem alicerçada na Bíblia. Sobre a falsa prosperidade, escrevi o post “A Demonologia da Prosperidade“, que trata da Teologia da Prosperidade a fundo. E para quem me pergunta sobre qual é a verdadeira prosperidade do cristão eu sempre recomendo que leia um pocket book que esgota o assunto: “Prosperidade” (custa só R$ 4,90). Tudo o que eu poderia dizer está ali, então me sentiria redundante de abordar o tema aqui. E sobre o amor, a causa é o post “Solitários, carentes e infelizes“, que levou e ainda leva  uma enorme quantidade de pessoas a me escrever pelos comentários aqui do APENAS, pelo twitter e até por e-mail contando experiências desastrosas e muito tristes em suas vidas matrimoniais. São muitos e muitos casos de pessoas que casaram por razões erradas e agora vivem vidas infelizes, para não dizer miseráveis. Houve até quem tentasse o suicídio. Por isso, sendo um dos três assuntos mais levantados,  retorno a ele, sem o objetivo de ferir qualquer sensibilidade, mas sim edificar, exortar e consolar.
A verdade é que o amor existe desde a eternidade. A Bíblia diz que “Deus é amor”, portanto a Trindade convive em amor desde sempre. Isso faz dele um dos sustentáculos da existência, sem o qual nada haveria. O Filho ama o Pai, o Pai ama o Filho. Ambos amam o Santo Espírito, que os ama em retorno. E é um amor perfeito. Portanto, quando Gênesis relata a conferência santa em que o Criador, no ato da criação, diz “Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança” (Gn 1.26a), o que as três pessoas que formam o Deus Uno estão praticando é um enorme ato de amor: criar um ser que replique, mesmo que de modo imperfeito, aquilo que elas já viviam desde a eternidade. Logo, quando eu e você amamos, simplesmente estamos reproduzindo uma sombra daquilo que o Altíssimo faz com toda perfeição desde sempre.
Embora muitos não saibam, a famosa passagem de 1 Coríntios 13 não fala do amor humano, mas do ágape, que no grego se refere ao amor divino. Aquilo que ali está escrito simplesmente é inaplicável em sua plenitude num relacionamento humano, por mais que um casal se ame ao extremo. Só que, como fomos criados para imitar ou no mínimo nos esforçarmos ao máximo para mimetizar o que é de Deus (isso está claro ao lermos Jesus dizer “Sede vós pois perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está nos céus – Mt 5.48 – e Paulo afirmar “Tornem-se meus imitadores, como eu o sou de Cristo – 1 Co 11.1), podemos dizer que o amor de 1 Coríntios 13 é o alvo para os que amam, é nosso ideal utópico – por perfeito que é. Então é bonito que se refira a essa passagem num casamento, por exemplo, como o exemplo máximo do amor que nunca conseguiremos viver mas que devemos perseguir a todo custo. Pois há beleza e propósito na utopia.
A Trindade se ama pelas razões certas, por o amor de cada uma das três pessoas está tão entranhado que seria impossível dividir essas três entidades. Por isso são três mas são um: nesse mistério indecifrável para a limitada mente humana, fica claro que o perfeito amor entre Pai, Filho e Espírito Santo torna totalmente impossível que se afastem ou se separem, pois se amam tanto que sua unidade é absoluta e irremovível . Veja as palavras do Pai no batismo do Filho em Mt 3.17: “Este é o meu Filho AMADO, em quem me agrado”. E nesse momento em que o amor é declarado, quem aparece na forma de uma pomba, pousando sobre Ele e, assim, chancelando esse amor? O Espírito de Amor (Rm 15.30; Gl 5.22).
E nós, reles humanos errantes?
Aqui descemos do campo da realidade celestial perfeita para a difícil e imperfeita esfera humana. Botamos os pés no chão. Pois a verdade é que vivemos enfiando os pés pelas mãos. Conhecemos e praticamos um amor equivocado, cheio de falhas. Se nosso amor tomasse forma de uma ave provavelmente não seria uma pomba, mas uma ave de rapina, de tão imperfeito que é se comparado ao ágape divino. Deus criou um modelo perfeito para o relacionamento entre homem e mulher. Mas muitos não o praticam por suas próprias teimosias, por sua concupiscência ou por pressão externa. E isso é apenas um reflexo de nossa forma errada de amar: queremos viver o amor ao nosso modo e não ao modo de Deus. E aí começa toda a enxurrada de erros que nos distanciam do Senhor, nos tornam equivocados e provocam tristeza e infelicidade em milhares de cristãos dentro de seus casamentos. Por fim, isso resulta numa vida de melancolia e frustração e, frequentemente, em adultérios e divórcios.
Dentre todos os relatos que chegaram até mim, as principais causas que levaram cristãos a casamentos infelizes estão o medo da solidão, a idéia de que “está passando da idade de casar”, a vontade de ter filhos e o aspecto estético ou moral do outro. Vamos então falar um pouco sobre cada um desses aspectos à luz do amor ideal, que é o da Trindade.
Os 4 erros principais
O primeiro erro que leva cristãos a serem infelizes em seus casamentos é a escolha do cônjuge por questões estéticas ou pelo fato de ele (ou ela) apresentar pequenas boas qualidades.  Esses, na verdade, não se casam com uma pessoa, mas com uma aparência ou com um bom caráter.  Errado.  “Ela era linda!”, costumam dizer os homens. “Eu queria me casar com um cristão, ele, dos solteiros da igreja, me parecia o mais espiritual, o mais legal, o que mais me agradava… aí eu casei com ele”. Pobres almas.  Essa é a razão mais distante do ideal divino. Deus é espírito. Ele é incorpóreo. E, na encarnação do Verbo, Isaías 53.2b fala a respeito de Jesus que “Ele não tinha qualquer beleza ou majestade que nos atraísse, nada havia em sua aparência para que o desejássemos.”. Logo, o amor entre os membros da Trindade jamais pode ser atribuído a qualidades físicas ou estéticas, nem a “ser alguém legal”.
Mas, isso sim, à essência, ao conteúdo, ao que há de mais profundo em cada pessoa da Trindade. O Pai ama o Filho por quem Ele é. E vice-versa. Eu Sou, apresenta-se a Moisés. O Espirito Santo é. Sua essência é pura como uma pomba branca. A essência de toda a divindade, seu conteúdo, seu interior… é isso que faz dela uma unidade em amor. Não é a beleza de um homem nu, cuspido, sanguinolento e desfigurado numa cruz que faz o Pai ou o Espírito amá-lo, pois aquele feito maldição pendurado no madeiro era alguém com substância e solidez, digno de amar e ser amado. Tanto que em Apocalipse só Ele é digno de abrir os selos. Jesus continua sendo amado de eternidade a eternidade: após sua ascenção e glorificação, onde Estevão o vê na hora de seu apedrejamento? Junto ao Pai amado. Por isso, uma pessoa casar-se pelo físico é entrar pela contramão do que motiva o amor divino. Casar porque “ele é um cara legal” é infringir essa verdade básica. E com isso pecam. E se condenam à infelicidade, pois beleza e gentileza mudam com o tempo. Essência não.
Outros cristãos se casam para realizar o sonho de ter filhos. Errado. Biblicamente, o filho é a consequência do amor entre um homem e um mulher e gerar um filho jamais pode ser a causa de uma união. É uma inversão biblicamente absurda. Isso é  como se a Trindade se amasse apenas para que nós existíssemos. O que é, por isso mesmo, um pensamento herético. Como se a humanidade fosse a razão de a Trindade existir. Na verdade, unir-se a alguém apenas para ter um filho é uma subversão da essência e da razão do amor e uma afronta à essência de Deus. É virar ao avesso o que significa ter sido criado à imagem e semelhança do Todo-Poderoso. Mas muitos fazem isso. E, como rompem a ordem humana que mimetiza a divina, atraem para si deformidade espiritual. E com isso pecam.
Alguns cristãos se casam porque acham que estão passando da idade. Errado. O amor divino ignora o tempo, por ser eterno. Não teve começo nem terá fim. O importante então não é o “quando”, mas o “com quem”.  Isso é absolutamente elementar na Bíblia mas, infelizmente, nossa sociedade mundana alterou esses valores – que invadiram o pensamento nas igrejas. O relacionamento motivado pelo tempo, quando aplicado à humanidade, torna-se uma sublevação contra o que é relevante para a divindade. No batismo de Jesus, o Pai não diz que João Batista é seu filho amado. Ele aponta o verdadeiro amado. Logo, biblicamente importa a pessoa, se queremos amar nos moldes que o Senhor estabeleceu, enquanto o tempo é irrelevante. Por isso que casar-se porque se está “passando da idade” ou “ficando para titia” é uma aberração bíblica e as igrejas deveriam urgentemente parar de pressionar seus membros a casar cedo – mas sim ensinar a casar certo. Pois casar devido ao tempo e não à pessoa é pecado.
Por fim há os que casam com medo da solidão. Errado. Maridos e esposas não são damas de companhia. São pessoas que se fundirão e se tornarão um só, mais uma vez repetindo o padrão divino de pessoas distintas que se tornam um Uno. O amor entre Pai, Filho e Espírito Santo há porque sao pessoas que se amam. Parece redundante? E é. Não eram três pessoas distintas que vagavam pelo espaço solitárias e por isso resolveram se unir. Não. A essência dos três é igual. Os atributos dos três sao os mesmos. Todos são onipotentes, oniscientes, onipresentes, justiça, santidade.
Do mesmo modo, na nossa cópia imperfeita e humana dessa relação devemos nos unir somente e tão somente a alguém que nos complete em essência, cujo espirito se funda ao nosso, que  nos faça plenos. Casar com medo da solidão é não compreender que o amor divino vive justamente devido a essa compleitude e não o contrário. A Trindade não existe para realizar a compleitude e assim aplacar a solidão, mas, por ser amor, a solidão deixa de existir. É justamente o inverso.
Quando Jesus brada ao Pai na Cruz perguntando: “Por que me abandonaste?!” foi claramente uma expressão de saudade do Ser amado e jamais um grito desesperado de alguém solitário. O Filho sabia com toda certeza que o Pai estava ali e que Ele não tinha sido abandonado. E eu provo: quais são suas últimas palavras? “Pai, em tuas mãos entrego meu Espirito”. Ora, se Jesus achasse que tinha sido abandonado não conversaria com o Pai – logo, o Cristo sabia que não estava só. Seu brado era puramente de saudade. Saudade de quem se ama.
Portanto, nós, humanos, nunca devemos nos casar pela razão errada do medo da solidão, mas única e exclusivamente por sentirmos uma saudade tão avassaladora da pessoa amada que nos sentimos abandonadas quando ela não está por perto. Isso é amor. E negligenciar isso… é pecado.
Palavras finais
Muitos e muitos relatos chegam a mim de cristãos infelizes em suas vidas matrimoniais. Casaram-se por diversos motivos errados. Há ainda os que já namoravam há muito tempo e tiveram de decidir se casar ou se separar; os que tiveram relações sexuais e engravidaram, sendo forçados pelas famílias a se casar; os que casaram para não se abrasar… enfim, há uma grande gama de razões que levam os cristãos a se casarem pelos motivos errados. Procurei abordar aqui as quatro que são mais frequentes de acordo com o que chega até mim da parte de irmãos muitas vezes desesperados por não saberem o que fazer. E eu sempre desaconselho o divórcio, pois “Deus odeia o divórcio” (Ml 2.16).
Para os que já vivem casamentos infelizes, acnselho a que busquem na oração e na graça de Deus o alento para suas feridas. E meu conselho principal fica então para os que ainda não se casaram: só se case pelas razões certas. Siga o exemplo da Santíssima Trindade, que é amor, é una em amor e a partir de cuja imagem e semelhança fomos criados. Portanto, a Trindade é o nosso modelo e exemplo. Seguir qualquer caminho no âmbito do amor que não esteja de acordo com o padrão da Trindade representa desobediência a Deus. E desobediência a Deus é sinônimo de pecado.
Portanto, um cristão se casar pelas razões erradas representa a certeza da infelicidade no futuro e, mais do que isso, representa uma vida de mentiras e pecado. Seja cristão não apenas de boca. Aja como tal e ame como tal. Ou seja: como Deus ama.
Paz a todos vocês que estão em Cristo.

Ordem e decência no culto

Publicado: 17/02/2012 em EspiritualidadeFruto do EspíritoGraçaIgreja dos nossos dias
Você chega ao teatro. A peça começa, mas um monte de gente continua entrando, falando alto, procurando lugar para sentar. Quando você se dá conta, perdeu boa parte das falas dos atores porque os atrasildos chamaram tanto sua atenção que prejudicaram a compreensão da peça. Ou então você vai ao cinema. Chegam os atrasildos. Pedem licença para passar, pois querem se sentar nas cadeiras vazias da sua fileira. Esbarram em você, esmagam suas pernas, pipocas caem no seu colo, desconcentração total. Ou entao aquele concerto de música maravilhoso. A Orquestra Sinfônica Brasileira dá os acordes iniciais da sua sinfonia preferida e, quando o maestro está a pleno vapor… lá vêm os atrasildos de plantão, fazendo barulho, caminhando por entre as fileiras, esbarrando em você para passar e prejudicando totalmente o seu deleite musical.
Pergunto eu: em alguma dessas situações você ficaria feliz?
Qualquer pessoa acharia esses atrasildos muitíssimo incômodos. Pois sua atitude demonstra desrespeito com o público que chegou na hora certa, com os artistas, com o significado daquele evento. E, convenhamos, se você e um dos atrasildos, por qualquer razão que seja, perdeu boa parte da programação simplesmente porque não chegou na hora. Tenho certeza de que você não chega atrasado ao cinema, ao teatro,  a um concerto: chega antes, com calma, compra seu ingresso, escolhe seu assento, não incomoda ninguém… Tudo com ordem e decência.
Curiosamente, quando o assunto é igreja parece que a lógica muda completamente. Muitos e muitos chegam com o culto já iniciado. E aí pronto: aquele irmão que chegou cedo, fez suas orações e começou a louvar na hora certa é quem sai prejudicado pelos atrasildos. Não
existe nada pior do que você estar de olhos fechados, cantando louvores para seu Deus, em total comunhão  e, de repente, umas batidinhas no ombro: “Dá licença para eu passar?”, diz o atrasildo. Parece que você despenca do Céu. O mínimo que se poderia esperar de uma pessoa educada é que, chegando atrasada, esperasse o fim da música para pedir licença. Mas não. Muitos não se incomodam de atrapalhar quem está num momento de profunda devoção, de olhos fechados, em adoração: “Dá licença pra eu passar?”. Tremendo desrespeito. O correto? Esperar em pé no corredor a música terminar, para não penalizar os demais por um desleixo seu com a hora.
Geralmente os cultos se iniciam com o louvor. Então parece na cabeça de muitos que aquilo ali é só um prelúdio musical para o culto de fato, que seria somente a pregação. Que engano enorme! O culto começa no “bom dia” ou no “boa noite” do pastor. O louvor é um momento importantíssimo, quando dizemos a Deus quem Ele é, o que representa para nós, destacamos seus feitos e o entronizamos em seu lugar de honra e glória. Mas para os atrasildos isso parece que não é importante, como se fosse apenas uma cantoria chata e dispensável.
E há ainda aqueles que, quando a pregação ou a ceia termina, pegam suas coisas e saem antes do final. Desprezam a benção de encerramento, a comunhão, os apertos de mão e os abraços que encerram o culto. Desprezam a oração final. E por quê? Em geral porque querem evitar a pequena fila que se forma na saída da igreja. Meu Deus, abrem mão de momentos preciosíssimos para evitar uma filinha! Deixam de receber a oração e a benção finais para não ter de levar 30 segundos a mais para sair da igreja! Claramente não entendem o que é o culto.
Um culto público em uma igreja tem começo, meio e fim. Cada parte tem sua razão de ser e sua importância. Chegar atrasado ou sair antes do final simplesmente é desrespeitar e incomodar quem chegou e vai embora na hora, é desprezar os momentos abençoadores do início e do fim e, honestamente, demonstra que a pessoa não compreende a importância de um culto a Deus vivido em sua plenitude. Ser pontual na igreja é uma atitude espiritual. E mais: é educado. É polido. Demonstra respeito por Deus e pelo próximo.
Chegue aos cultos como você gostaria que Jesus respondesse as suas orações: o mais cedo possível. E, de preferência, até mesmo antes do que se esperaria. E fique até o momento em que gostaria que Jesus ficasse na sua vida: o último instante.
Comportamento sintomático
Esse fenômeno é sintomático. Nós externalizamos o que vivemos interiormente. Este texto que você está lendo na verdade é a união de dois artigos que escrevi para duas edições do Jornal Sal da Terra a pedido do meu mano Carlos Alberto Simões sobre esse tema: “Ordem e decência no culto”. Pois quando ele me pediu que escrevesse um texto sobre isso, minha reação imediata foi falar sobre as instruções de Paulo em 1 Coríntios 14. No contexto, o apóstolo está falando sobre a igreja da cidade de Corinto, em que a manifestação dos dons espirituais estavam transformando as reuniões em uma tremenda bagunça, com irmãos falando em línguas e profetizando sem nenhum controle ou organização. Com isso, os cultos da igreja grega tornavam-se balbúrdias em que não se conseguia de fato cultuar Deus. Sempre que lemos esse capítulo, em especial o versículo 40, vemos como é importante que os encontros na igreja ocorram segundo uma liturgia em que haja um lugar para cada coisa e cada coisa em seu lugar.
A grande dificuldade para se falar disso em nossos dias é que a Igreja no Brasil se tornou tão heterogênea que o que é confusão em uma pode ser a prática normal em outra. Na congregação pentecostal em que me converti, por exemplo, é normalíssimo e até esperado que durante a pregação as pessoas fiquem dando glórias a Deus em altos brados. Se isso não ocorrer é capaz de dizerem que “o pregador nao tinha unção”. Já na igreja em que congrego hoje, ao contrário, certamente isso seria um problema, pois o hábito local é que todos ouçam o sermão em silêncio. Então, o conceito de ordem e decência no culto é muito variável, dependendo da denominação e da cultura local de cada igreja.
Mas há um conceito que podemos absolutizar em toda e qualquer igreja evangélica brasileira, em toda denominação, em todo culto: não a manifestação externa de ordem e decência, mas a manifestação interna. As perguntas que traduziriam esse conceito seriam: como anda sua alma e sua vida com Deus fora das paredes do templo? Em ordem? Em decência? Pois bagunça interior leva a bagunça exterior.
Mais importante do que um culto coletivo em que não haja balbúrdia nem desorganização é um culto individual em que o adorador se aproxime de Deus com o coração ordenado e decente. Pois de que adianta o irmão chegar e partir domingo da igreja com a alma parecendo uma cama desarrumada? Com pecados não confessados, atitudes hipócritas e falta de amor no coração? Isso sim é bem mais grave.
Pois, dependendo da cultura de sua denominação, você pode glorificar em alta voz, falar em línguas, saltar e erguer as mãos no louvor… Mas se sua alma estiver indecente diante de Deus isso tudo é inócuo. Ou, se o hábito na sua igreja for cultuar em silêncio, de forma mais formal e sem grandes manifestações externas… Se seu coração estiver desordenado isso tudo também é inócuo.
Importa que nossos cultos transcorram em paz. Que a expressão de entrega do fiel a Deus aconteça coerentemente dentro do contexto de cada cultura denominacional e local. Você sabe bem o que se espera em termos de comportamento dentro da tradição da igreja em que congrega e não preciso lhe ensinar isso – seu pastor o fará. Mas importa muito mais, e isso nunca é demais lembrar, que você se achegue ao Santo dos Santos com sua vida em ordem e decência. Isso em qualquer contexto em que esteja. Portanto, se você notar que está vivendo um pecado constante, busque limpar-se. Se existe alguém com quem você cortou relações e não fala mais, reconcilie-se com ele antes de levar a oferta ao altar. Se o Espírito Santo lhe mostra que algo em sua vida precisa ser mudado, não espere o dia de amanhã.
Conserte-se hoje. Aprume-se. Dê a outra face. Caminhe a segunda milha. Perdoe setenta vezes sete vezes. Purifique-se dos pecados. Humilhe-se. Suplique por misericórdia. Peça forças naquilo em que está fraco. Faça o que tiver de fazer! E isso pode começar com uma oração aqui, neste instante, com este post diante de seus olhos. Dirija-se a Deus em oração onde você estiver. Confesse seus pecados – você sabe quais são. E ponha sua vida em situação de ordem e decência. Se você fizer isso, seu culto a Deus será sempre bem recebido
Paz a todos vocês que estão em Cristo.
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Artigos públicados originalmente no Jornal Sal da Terra.
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a igreja que não transforma ninguém

O pastor e teólogo fundamentalista A. W. Tozer disse: “O Evangelho de hoje não transforma as pessoas; pelo contrário, está sendo transformado por elas”. Atualmente estamos vivendo o tempo de subversão da fé. Um ostensivo ocultismo está em franco crescimento nas igrejas evangélicas brasileiras. Muitos crentes carecem de um perfeito embasamento bíblico para sustentar a sua fé, e por isso, precisam de mais e mais sensações e novidades. À semelhança dos samaritanos de Atos 8, muitos hoje se deixam levar por atos de misticismos, superstições e feitiçarias carismáticas como a do amarrar satanás, a do pó de ouro, toalha ungida que suga as enfermidades e pecados, mapeamento espiritual, oração de respiração, oração sobre carteira de dinheiro e sobre fotos, repreensão de maldição sobre automóveis, apartamentos e eletrodomésticos, migração demoníaca através do documento de cidadania, visualização da bênção, confissão positiva, terapia de regressão, maldição hereditária, numerologia. Nesse contexto as igrejas que têm as Escrituras como regra de fé e prática são desafiadas nesses últimos dias a dar uma resposta a essa avalanche demoníaca. Os samaritanos estavam maravilhados por Simão, o mágico, apesar de sua mutretagem: “Este é a grande virtude de Deus (Atos 8:10). O povo de Samaria tinha Simão como uma grande personagem de Deus. Na verdade, Simão era um mutretólogo, ou seja, um especialista em mutretagem. Pedro percebeu que a obra de Simão era fel de amargura e laço de iniqüidade (v23) que estava penetrando na igreja. Na verdade o apóstolo alertou os crentes de Samaria referindo-se a Deuteronômio 29:18 que diz: “Para que entre vós não haja homem, nem mulher, nem família, nem tribo, cujo coração hoje se desvie do Senhor, nosso Deus, e vá servir aos deuses destas nações; para que entre vós não haja raiz que dê fel e veneno”. Pedro previu que a idolatria de Israel iria se manifestar nas igrejas em Cristo, com adoração aos corruptos mutretólogos. Lamentavelmente, o povo brasileiro está sendo enganado pelas mutretagens feitas pelos mutretólogos americanos, as quais são muito bem copiadas por grande parte dos “pastores” mutretólogos brasileiros, “doutores” em mutretatologia. Uma característica dos mutretólogos é fazer de Satanás o grande astro do momento. Satanás sempre é colocado no topo. Os demônios são fortes e o Senhor Jesus Cristo é fraco. Jesus é tão fraco que é incapaz de libertar as pessoas que são salvas por Ele, pois mesmo salvas ficam presas as maldições e vodus, e que precisam de uma “oração forte” de um mutretólogo. Esquecem esses falsários que Deus “nos libertou do império das trevas e nos transportou para o Reino do Filho do seu amor” (Cl 1:13). O verbo grego traduzido por “libertar”, neste versículo, está num tempo verbal chamado de “aoristo”, que apresenta a ação como completa. Isto quer dizer que Deus nos libertou de uma vez por todas das garras do diabo. O sangue de Jesus é suficiente para libertação total. Não temos que quebrar mais nenhuma maldição. Não há maldição para o Crente. “Nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus” (Rm 8:1) e “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós” (Gl 3:13). É interessante notar que em cada culto os mutretólogos oram amarrando Satanás. Aqui cabe uma indagação: Quem solta Satanás após ele ser amarrado? Uma vez que ele deve ser amarrado em cada culto alguém deve soltá-lo depois. Há muito tempo procuro uma resposta a essa indagação. Em suas “passeatas para Jesus”, os mutretólogos decretam: “Satanás está amarrado nessa cidade”. Se esse jargão é funcional não deveria haver mais estupros, nem crimes, nem assaltos, nem prostituição, nem seqüestros, nem roubos, nem cracolândia nas cidades. Se “amarrar Satanás” for uma expressão verdadeira, então, a terra virá céu e as penitenciárias não receberão mais bandidos. Todos os “doutores” em mutretatologia dizem: “Demônios podem está presentes em objetos amaldiçoados e em utensílios usados em templos pagãos”. Isso é misticismo, pois o conceito de demônios habitando em objetos, em coisas como tesouras, árvores, livros, paredes, comidas têm sua origem no paganismo e na mitologia grega. As Escrituras falam dos demônios atuando especificamente em seres vivos: humanos e animais. As igrejas do mutretólogos são demoniocêntricas, pois é praxe se fazer pirotecnia em torno das pessoas supostamente endemoniadas. Entrevistas e bate-papos com demônios prevalecem em suas igrejas. Na verdade se admitirmos que as entrevistas e bate-papos sejam de fato com demônios, então, o Jesus dos mutretólogos é debilitado, pois aonde a luz do mundo se faz presente as trevas se dissipam. Jesus nunca bateu papo com demônios. Ele não se rebaixava a ficar conversando com demônios. Com uma única palavra os mandava embora. Nas igrejas demoniocêntricas ou lucifereianas prevalece os berros do tipo: “Está queimado”, “está amarrado”, “está arrebentado”, “está esfolado”, “eu decreto”, “eu ordeno”, “eu determino”. Os berros juntam-se com a barulheira das caixas de sons, os ritmos carnavalescos e a fala melosa e plástica do “ministro de louvor”. Para completar a algazarra litúrgica, os mutretólogos colocam nomes nos demônios. Eles ensinam que os crentes têm que saber o nome do demônio que está na pessoa para poder expeli-lo, caso contrário, o demônio não sai da pessoa. A Bíblia não dá nome a nenhum demônio. A exceção é a daquela “legião” (Mc 5:9) que simplesmente quer dizer “muitos”. Os “doutores” da mutretagem insistem em dizer que os demônios têm nomes, pois quando são entrevistados eles dizem os seus próprios nomes. Ora, desde quando o testemunho de um demônio pode servir de base para formulação doutrinária? A rejudaização do Evangelho é algo marcante entre os “doutores” em mutretatologia. Os mutretólogos são especialistas em usar as práticas do Antigo Testamento para iludir suas ovelhas transformando o santo Evangelho num produto de consumo mais barato que chiclete. Muitos desses mutretólogos nutrem as pessoas de sentimentalismo barato dizendo-lhes que o verdadeiro batismo é aquele que ocorre nas águas onde Jesus se batizou. Desse modo, organizam caravanas para Israel, a preço exorbitante, para batizar as pessoas e algumas que já foram batizadas, vulgarizando, ultrajando e assassinando o valor teológico do batismo. Para promover a superstição e a feitiçaria em seu lixo litúrgico e em seus atos proféticos profanos esses embusteiros trazem sal do mar morto, folhas de oliveiras, areia do jardim do Getsêmani, água do rio Jordão, pasta de figo, estrela de Davi, réplica da arca da aliança, réplica do cajado de Eliseu, menorah, shofar, kipar. Toda essa parafernália tem um objetivo maior: satisfazer ao deus mercantilista que eles servem – “Eis aqui Senhor, engorda-me a mim”. Os gálatas estavam entrando pelo caminho judaizante e Paulo os admoestou dizendo-lhes: “Ó insensatos gálatas! quem vos fascinou para não obedecerdes à verdade, a vós, perante os olhos de quem Jesus Cristo foi já representado como crucificado?” (Gl 3:1). Na época de Miquéias, a mutretagem corria livre. Os sacerdotes ensinavam por interesse e os profetas com suas feitiçarias adivinham por dinheiro (Mq 3:11). Os mutretólogos na época de Miquéias além de ambiciosos e corruptos eram cínicos: “Não está o Senhor no meio de nós? Nenhum mal nos sobrevirá” (Mq 3:11). Esses mutretólogos eram tão dilaceradores que se alguém não lhes enchesse os bolsos, eles promoviam guerra contra essa pessoa: “Apregoam guerra contra aqueles que nada lhes metem na boca” (Mq 3:5). Mas, o mais lamentável era que o povo gostava desses sacerdotes e profetas (Mq 2:11). Esse quadro, infelizmente, se repete nos dias atuais. A maioria dos brasileiros gosta de ser iludido pelas mutretagens do Valdomiroismo, Macedoismo, Soaresismo, Rodovalhoismo, Terranovaismo, Felicianoismo, Valniceismo, Cerulloismo, Murdockismo, Malafaiaismo. O propósito de Satanás nesse tempo do fim é paganizar o Santo Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo. Que o Senhor nos conceda o discernimento necessário para não cairmos na rede da mutretagem. Firmemo-nos nas santas doutrinas bíblicas, pois elas são a âncora da alma nessa área da mutretagem espiritual no fim dos tempos. Ir. Marcos Pinheiro

Na Luz Da Palavra de Deus: RÁDIO A ÚLTIMA OPORTUNIDADE:

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União de Blogueiros Evangélicos: UBE Blogs 5 anos

União de Blogueiros Evangélicos: UBE Blogs 5 anos:

                                                 
Somos 16.801 agregados na comunidade UBE Blogs, plataforma Ning. Pela projeção de crescimento, não demorará a atingirmos os 20 mil.

A primeira postagem no Blog Oficial ocorreu em 23 de Janeiro de 2007. E, com praticamente cinco anos de atividades, estamos com 882 artigos, publicados até 16/01/2012.

A data considerada o “start” do projeto União de Blogueiros Evangélicos é 30 de Agosto de 2007, quando foi publicado o artigo “Quem Somos?”, pelo nosso irmão Valmir Nascimento.

Criamos:


Uma hastag especial aos blogueiros twiteiros: 

Um fórum sobre o tema no Facebook: UBE Blogs 5 anos

E.A.G. 



È um prazer enorme participar desta rede  abençoada que descobri, esta edificando muitoa minha vida que Deus abençoe a todos

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012


Em memória de Whitney Houston ,vale a pena ouvir mais uma vez esta canção!


 Foi encontrada morta neste fim de semana ,na banheira de um Hotel ,aos 48 anos de idade, a cantora e atriz Whitney Houston.
Eu particularmente lamento,pois com certeza é uma das vozes mais marcantes de todos os tempos!Torço para que Whitney realmente tenha se reconciliado com Deus  ,visto que era nascida cristã e que tenha cantado pela primeira vez na Igreja,aos 11 anos de idade,seguindo depois carreira secular e se perdendo nas drogas por longo tempo,  desejo que a reconciliação tenha ocorrido nem que houvesse sido no último instante;deixo aqui uma canção que nos traz uma alusão a esta busca pelo Senhor em tempos de ''fundo do poço'' vividos por Whitney, postada   anteriormente neste blog  em  12 de Janeiro de 2010 .Para ver a matéria anterior completa clique aqui. 




Eu Olho Para Ti



As I lay me downAo me deitar
Heaven hear me nowO céu já pode me ouvir
I'm lost without a causeEstou perdida sem nenhuma causa
After giving it my allDepois de dar tudo de mim

Winter storms have comeAs tempestades de Inverno vieram
And darkened my sunE escureceram meu sol
After all that I've been throughDepois de tudo que passei
Who on earth can I turn to?A quem posso me voltar?

(Chorus)(Refão)
I look to youEu olho para Ti
I look to youEu olho para Ti
After all my strength is goneDepois que toda a minha força se foi
In you I can be strongEm Ti posso ser forte

I look to youEu olho para Ti
I look to youEu olho para Ti
And when melodies are goneE quando as melodias se foram
In you I hear a song I look to youEm você ouço uma canção, eu olho para Ti

(Verse 2)(Verso 2)
After I lose my breathDepois que perco a minha respiração
There's no more fighting leftNão há mais porque lutar
Thinking to rise no moreNão há mais pensamentos de se reerguer
Searching for that open doorProcurando por aquela porta aberta

And every road that I've takenE cada caminho que tomei
Led to my regretLevou-me ao arrependimento
And I don't know if I'm gonna make itE não sei se irei fazer
Nothing to do but lift my headNada a fazer senão levantar a minha cabeça

(Chorus)(Refrão)
I look to youEu olho para Ti
I look to youEu olho para Ti
After all my strength is goneDepois que toda a minha força se foi
In you I can be strongEm você posso ser forte

I look to youEu olho para Ti
I look to youEu olho para Ti
And when melodies are goneE quando as melodias se foram
In you I hear a songEm você ouço uma canção
I look to youEu olho para Ti



My love is all broken (oh Lord)O meu amor foi todo destruído (oh Senhor)
My walls have come (coming down on me)As minhas paredes caíram sobre mim
tumbling down on me (All the rain is falling)Caindo sobre mim (a chuva está caindo)

The rain is fallingA chuva está caindo
Defeat is calling (set me free)A derrota está chamando (me liberte)
I need you to set me freePreciso de você para me libertar
Take me far away from the battleLeve-me para longe da batalha
I need you to shine on mePreciso de você para brilhar sobre mim



I look to youEu olho para Ti
In you I can be strongEmti posso ser forte

I look to youEu olho para Ti
I look to youEu olho para Ti
And when melodies are goneE quando as melodias se foram
In you I hear a songEm você ouço uma canção
I look to youEu olho para ti

I look to youEu olho para Ti
I look to you...Eu olho para Ti




ABRAÇOS ATÉ A PRÓXIMA. PR CICERO