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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012





               Do período Moderno, 1750 – Até o Presente

Não é nada fácil fazer uma transposição do crescimento cristão e do desenvolvimento do cristianismo através dos séculos. Creio que do período que antecede a Reforma, até meados do SécXVII, por causa da familiaridade com os nomes e acontecimentos, seja um pouco mais fácil.

Porém do meio do SécXVIII, que data 1750, para cá, vários contornos e movimentos surgiram desde então, trazendo muitas transformações para dentro da igreja cristã. Quero, portanto, trabalhar alguns desses movimentos e algumas de suas características e desenvolvimentos.



A Importância do Cristianismo durante a segunda metade do Séc XV

O Cristianismo se tornou a partir do sec XV, cada vez mais uma religião européia. O islã iniciou um jihad contra o cristianismo vários séculos antes. Isso aconteceu por volta de 1450, como conseqüência direta de suas conquistas militares. O Islã por conta disso, encontrava-se estabelecido nas regiões sudeste e sudoeste da Europa.

Apesar do cristianismo existir em comunidades fora da Europa, Egito, Etiópia, Índia e Síria, ele estava se tornando geograficamente restrito e seu futuro parecia incerto. Um dos acontecimentos mais dramáticos desses últimos séculos foi a recuperação do Cristianismo dessa crise.

No século XX, o Cristianismo já havia se firmado como religião predominante nas Américas, sul da África e em vários lugares do Pacífico Sul.

Apesar da expansão do cristianismo, ele sofreu vários retrocessos internos em seu antigo centro- a Europa Ocidental ainda que tenha crescido bastante em outras regiões. Vejamos alguns pontos que nos ajudarão entender isso.



O crescimento da indiferença pela religião na Europa

Com o fim das Guerras Religiosas Européias, certo grau de estabilidade se espalhou pelo continente. As controvérsias religiosas continuaram pela Europa, ainda que não tão fortes como antes. Passou-se a aceitar que certas partes da Europa eram católicas, luteranas, ortodoxas ou reformadas.

As guerras religiosas causaram uma exaustão enorme e isso acabou gerando um interesse em comum pela tolerância religiosa e o argumento clássico pela tolerância da diversidade nas questões religiosas pode ser encontrado na obra de John Locke, Cartas Sobre a tolerância 1689-1692.



O Cristianismo na América do Norte e suas conseqüências

Os EUA são considerados nos dias de hoje a nação cristã mais importante que existe. Isso porque o cristianismo tem um papel expressivo na política nacional e internacional, e, portanto, é necessário entendermos rapidamente, como o cristianismo tornou-se tão relevante para esta nação.



Chegada do Cristianismo na América do Norte

O evangelho chegou a América do norte através dos refugiados que tentavam fugir das perseguições provocadas pelas guerras religiosas na Europa da época.



Local em que os primeiros peregrinos chegaram

Os primeiros peregrinos chegados da Inglaterra para aportarem na nova Inglaterra, aportaram no ano de 1620 em Plymouth.

Depois disso, ente 1627-1640, cerca de quatro mil pessoas fizeram a perigosa travessia do oceano Atlântico estabelecendo-se na ilha de Massachusetts.

Os primeiros colonos vindos da Inglaterra, eram pessoas muito compromissadas com o protestantismo histórico e com muita convicção de sua fé religiosa sendo a maioria de língua inglesa.



Maryland a exceção

Maryland é um dos 50 estados que compõe os EUA, foi uma das treze colônias que se rebelaram contra o domínio britânico esse nome foi dado ao atual estado, em homenagem a Henrietta Maria da França, esposa de Carlos I rei da Inglaterra.

Os moradores de Maryland eram católicos e a região só expandiu-se a partir do século XIX, após um grande número de imigrantes católicos da Irlanda e da Itália chegarem ali, ainda que sua permanência naquela região data de 1630. Esse foi o único grupo católico presente nos EUA desde a sua fundação.



O Grande despertar Americano: Pai do avivamento: Jonathan Edwards

Um interesse renovado na fé, gerou entre os colonos da nova Inglaterra aquilo que foi chamado pela história de Grande Despertar, que foi um movimento que começou na cidade deNorthampton no Massachusetts em 1730, e que, a princípio girou em torno do ministério deJonathan Edwards (1703-1758).

Quem primeiramente observou esses sinais de reavivamento por volta de 1727, foi um pastor holandês chamado Theodore Freylinghausen, que ministrava numa congregação em Raritan Valley, Nova Jersey.

Mas o marco do avivamento ou despertar americano se deu mesmo a parti do ano de 1734-35 emNorthampton. Ele se estendeu por todo o ano de 1734 chegando ao auge nos meses de março e abril de 1735.



Jonathan Edwards, chegou a relatar os grandes acontecimentos deste despertar espiritual em um livro chamado( Uma narrativa fiel da obra surpreendente de Deus). Um livro que atraiu atenção de pessoas de outros países.



O colaborador George Withefield, (1714-1770).

Withefield, foi um obreiro inglês recém chegado da Inglaterra e ele deu um novo rumo ao despertamento que estava acontecendo ali. A partir de 1740, este servo de Deus, começou a percorrer aquela região pregando o evangelho e levando as Escrituras às pessoas.

Benjamin Franklin um dos grandes nomes da política America, e calvinista, foi ouvi-lo várias vezes pregar, e ficava impressionado com sua voz e sua pregação. Cerca de 8 mil pessoas iam ouvir suas pregações, um número enorme para época, impossível de ser abrigado em qualquer igreja.

O clero oficial, que era a igreja da Inglaterra, até aqui os EUA ainda não existiam, eram considerado colônia do reino Unido, proibiu Withefield de pregar em seus templos em nome da preservação da ordem social. E isso o fez pregar nos campos ao redor da cidade, atraindo um número de pessoas que não caberia mesmo na igreja.



A revolução Norte America:

Não é impossível dizer que o impulso dado para essas transformações sociais e políticas que culminaram com a independência americana, foi produzida pela insatisfação da colônia inglesa com a Inglaterra.

A Inglaterra começou a ser vista cada vez mais, como uma metrópole opressora, paternalista e exploradora gerando cada vez mais insatisfação nos colonos e o desejo de libertação que foi expresso no âmbito, político, econômico e religioso.

Os colonos a partir de 1760, se esforçaram muito para resistir a expansão da autoridade da Igreja Inglesa. Essa igreja foi instituída por lei como igreja oficial dos colonos do sul, o que indicava que sua ascensão e influencia seriam embarráveis.

O Ato de Quebec, 1774, instituiu o catolicismo como religião oficial das colônias de língua francesa do Canadá sendo que isso foi considerado um ato provocativo, porque se a Inglaterra pensavam eles, podia determinar a religião oficial do Canadá, o que eles não fariam nas colônias vizinhas norte-americanas.

Um ato de resistência a instituição de um pensamento eclesiástico. Um ato reacionário. Isso gerou hostilidades e entre eles.

A imposição do Selo 1764, não queremos tributação sem representação, A festa do chá em Boston, ato de protesto dos colonos contra o governo britânico em que os colonos lançaram no mar 342 caixotes de chá num valor de dez mil libras de três navios britânicos aportados em Boston o que produziu um enorme inquietação geral em Massachussets.

Isso foi gerado porque o parlamento inglês deu o monopólio da comercialização de chá na América do Norte aos comerciantes das Indias Orientais em 1773.

Os problemas de relacionamentos se intensificaram e tropas inglesas foram enviadas para restaurar a ordem uma medida que foi interpretada pelos colonos como um ato de guerra, que desencadeou várias batalhas que foram travadas em 1775 e que levou à Declaração de Independência no dia 4 de julho de 1776.

A revolução acabou unindo os grupos cristãos de todos os credos a serviço de um objetivo comum e isso levou a Inglaterra a ficar isolada e a perder todos os privilégios dos quais havia desfrutado até então.



A Revolução Francesa, e suas conseqüências

A Revolução Francesa costuma a ser identificada como o indicador do auge do sentimento anti-religioso na Europa. A igreja e a monarquia eram os dois sustentáculos da ordem vigente, em 1789, a estrutura social vigente na França foi abalada por causa de uma insurreição popular que deu fim a monarquia e instituiu a república secular.

Esses pilares que citei acima precisavam ser reformados, tanto a monarquia quanto a igreja e uma série de medidas foram tomadas para qaue as mudanças acontecessem.

O povo se queixava dos privilégios do clero e também de seu poder, no dia 2 de novembro de 1789, foi selado um acordo através do qual todas as terras da Igreja seriam estatizadas e os cleros receberiam um salário mínimo garantido pelo Estado.

A Constituição Civil do Clero de 1790, rejeitou a autoridade Papal, reorganizou e reduziu as dioceses e o clero catedral. O clero se dividiu entre aqueles que queriam permanecer fieis a Roma e aqueles que desejavam sujeitar-se à nova autoridade civil.



Robespierre e o terror

Tudo isso mudou quando uma facção revolucionária liderada por Robespierre subiu ao poder e deu início ao seu reino de Terror. Luis XVI foi guilhotinado em praça pública em 21 de janeiro de 1793 e, no período de 1793-1794 foi implantado um programa de descristianização.

O culto a Deusa Razão recebeu sanção oficial e a partir disso, vários programas foram seguidos:

O calendário antigo, substituído, pelo republicano, domingos e festas cristãs eliminados.

Clérigos, foram pressionados para abandonar a fé. E iniciou-se um programa para o fechamento de igrejas.

As tragédias nessa área só diminuíram quando em 1814, Louis XVIII reivindicou o trono da França e novamente instituiu a religião naquele lugar.



Surgimento da Revolução Francesa

Parte da força dessa revolução, veio da visão racionalista que impregnou as obras de muitos escritores franceses como Denis Diderot, Jean Jacques Rousseau e Voltaire. E esse movimento todo impactou profundamente a forma de pensar do Cristianismo sendo o mais importante deles o iluminismo, do qual todos os outros nasceram.

Como podemos definir o iluminismo: Iluminismo significa uma capacidade de raciocinar e penetrar os mistérios do mundo. Desse termo vieram outros, sempre centrando o homem como um ponto de contacto maior.

Racionalismo: É a doutrina segundo o qual o mundo externo pode ser conhecido única e exclusivamente por intermédio da razão. Essa forma de pensar, denominada de cosmovisão, começou a se emoldurar na sociedade através de pensamentos e obras de autores que influenciaram a maneira de as pessoas verem as coisas. Descartes, Leibniz, Spinoza e Kant.

Esses homens influenciaram a religião com a sua maneira de entendimento do mundo e seus escritos e opiniões.

Eles começaram a ensinar que a razão é o ponto maior de análise sobre qualquer revelação, a razão está acima de tudo, e isso significa que o homem passou a julgar o que é certo ou não dentro da religião.

Obras como a de Mathew Thindal, ensinavam que o cristianismo, não estava acima da religião natural antes, era uma reedição da natureza. O que significou uma grande perda de valores cristãos e do verdadeiro sentido de racionalismo, que é usar a razão partindo do entendimento de que existe uma revelação bíblica, para julgar as outras religiões e o que eles pensam sobre Deus.



Movimentos teológicos produto do iluminismo

A partir disso movimentos teológicos surgiram preparando o lugar para todos os movimentos neo-pentecostais e pós-pentecostais dos dias de hoje sendo eles:

Romantismo:

Este surge na última década do século 18 e seu ponto fundamental propunha o seguinte: O infinito se encontra, de algum modo, presente no finito e pode ser conhecido através dos sentimentos e da imaginação. Há agora uma outra categoria de julgamento do que é certo e errado.

Marxismo:

Que sugere que as respostas a crenças, idéias, família e valores, são determinados pela produção material. A religião é apenas o sol imaginário, que para o homem, parece girar ao seu redor. O mundo religioso é um reflexo do mundo real. O que implicou em que o meu esforço em busca das coisas, são mais coerentes do que a minha dependência de Deus.

Protestantismo Liberal:

Esse sem dúvida foi um dos movimentos mais importantes a surgirem no pensamento cristão. Ele começou na Alemanha da metade do século 19. O liberalismo desde sempre prontificou-se a servir de ponte entre a fé cristã e o conhecimento moderno.

Neo-Ortodoxia:

A teologia neo-ortodóxia foi a tentativa de se escapar de um teologia mais antropocêntrica do protestantismo liberal, e seu objetivo era que se considerasse a revelação de Deus em Cristo com seriedade.

Movimento pentecostal:

Todas essas coisas serviram para de certa maneira determinar a maneira de pensar dentro da teologia, fato que influenciou diretamente os movimentos que surgiram no decorrer do tempo dentro da própria igreja ocidental, como a teologia negra, o evangelicalismo americano com Jimmy Carter como presidente e assim por diante.

Um dos movimentos mais importantes do século 20 foi o surgimento de grupos carismáticos e pentecostais que propunha a idéia de uma redescoberta do cristianismo de se apropriar do poder do Espírito Santo.

A primeira onda do pentecostalismo clássico surgiu no começo do século e sua ênfase estava no dom de línguas Joseph William Seymour 1870-1922, um pastor negro que liderou um grande reavivamento carismático em Los Angeles EUA na rua Azuza durante os anos de 1906-1908.

Antes de Seymour porém, temos a figura de um outro pastor em 1901, chamado Charles Fox Parham 1873-1929, apresentando idéias básicas sobre o pentecostalismo na prática do falar em línguas e no batismo com o Espírito Santo como segunda benção.

A segunda onda, do pentecostalismo da segunda metade do século 20, tem como proponente a cidade de Van Nuys, na California em 1959 onde um pároco episcopal, disse que sua igreja toda foi enchida com o Espírito Santo e falou em línguas estranhas.

Movimento sinais e maravilhas:

Esse é o mais recente deles e que dá ênfase em curas espirituais e que não apresentam o evangelho em termos de necessidade de se arrepender e ter fé em Cristo Jesus. Ele surge mais propriamente nos anos 90 com destaque a batalhas espirituais e demonismos.





Os pastores e as ilustres ovelhas desconhecidas de seu grande rebanho




Observando os Evangelhos, vemos que Jesus fez poucos discursos para multidões. Como o Bom Pastor, ele priorizou o ato de dialogar, não monologava muito... Tudo bem próximo e prático. Perguntas e respostas. O problema é esse, sua solução está aqui!

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Sem generalizar, aproveito para dizer que muitas almas voltam para o mundo de pecado porque alguns pastores não se aplicam ao ensino da Palavra de Deus corretamente. Na forma pessoal, imitando a Jesus, olhos nos olhos. Os pastores têm considerado que tudo está perfeito se estirevem dominando a homilética e tiverem boa hermenêutica e exegese. Ledo engado deles!

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A Palavra de Deus tem simbologia com refeição. Então, faço uma alusão dela com o prato de comida. Na boa refeição é preciso haver fibras, e vitaminas, e proteínas, e sais minerais. Temos que ingerir as doses de forma balanceada.
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Não basta ter prato cheio, o prato também deve ser preenchido com alimentação ordenadamente. Só assim a nutrição é perfeita. A carência de ingredientes, ou o excesso deles, leva a pessoa à doença e até à morte. Boa alimentação não é sinônimo de estômago cheio todos os dias.
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Outra vez, sem generalizar... Hoje os pastores sobem no púlpito e falam ao microfone e se alegram vendo a igreja lotada os ouvindo, mas evitam a aproximação com os membros que lotam a igreja. Eles não chegam próximo da ovelha (que disparate, que contrasenso!). Eles não explanam a Bíblia dentro da situação que a ovelha precisa ouvir porque não as conhece. Eles fazem um discurso que não vai direto ao ponto necessário. As ovelhas não ouvem a preleção que toca na ferida exposta, ouvem um monólogo que não interfere na vida delas adequadamente, portanto não soluciona o problema que elas têm. Por falta de diálogo entre pastor e ovelha, a ovelha não se alimenta de maneira balanceada. Adoece e morre espiritualmente.
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Enfim, lá no púlpito o pastor serve refeições sem saber da carência das ovelhas. Ele não sabe se elas precisam diminuir, subtrair ou adicionar doses de vitaminas, ou quais são as proteínas e sais minerais que lhes faltam. Eles servem o fast food num bandejão à la McDonald's, Burger Kings ou Habbib's e se dão por satisfeitos com o lanche distribuído com ingredientes padronizados. Sentem-se felizes pensando que este tipo de serviço é o pastorado ideal, pensam que assim sua missão pastoral está sendo devidamente cumprida. 
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Cadê o pastor amigão, bom conselheiro? Onde está o pastor que possui a capacidade de chamar o membro pelo nome, sabe com quem o membro está casado, sabe se o membro tem filhos e quantos filhos são? Onde está o pastor que sabe dizer a idade dos filhos dos membros e o nome deles?
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Nesta semana, ouvi um endocrinologista dizer que o hábito da alimentação incorreta está matando mais gente neste mundo do que a fome mata.
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Moral da história: Precisamos nos alimentar corretamente, então, precisamos clamar a Deus para que nos dê pastores-nutricionistas, que saibam servir a refeição de maneira personalizada, de acordo com o que nossa estrutura espiritual precisa!
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Um comentário:

  1. Paz dop Senhor, Parabéns pelo seu blog, que o Senhor nosso Deus cada dia Mais te ilumine através de mensagens que tragam edificação para vidas de muitos! Estou seguindo teu blog e te convido para seguir o meu, sua viosita é muito importante para mim! O endereço é : http://adjardimpaulistaalto2.blogspot.com.br - Saudações em Cristo!

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