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sábado, 18 de fevereiro de 2012

a igreja que não transforma ninguém

O pastor e teólogo fundamentalista A. W. Tozer disse: “O Evangelho de hoje não transforma as pessoas; pelo contrário, está sendo transformado por elas”. Atualmente estamos vivendo o tempo de subversão da fé. Um ostensivo ocultismo está em franco crescimento nas igrejas evangélicas brasileiras. Muitos crentes carecem de um perfeito embasamento bíblico para sustentar a sua fé, e por isso, precisam de mais e mais sensações e novidades. À semelhança dos samaritanos de Atos 8, muitos hoje se deixam levar por atos de misticismos, superstições e feitiçarias carismáticas como a do amarrar satanás, a do pó de ouro, toalha ungida que suga as enfermidades e pecados, mapeamento espiritual, oração de respiração, oração sobre carteira de dinheiro e sobre fotos, repreensão de maldição sobre automóveis, apartamentos e eletrodomésticos, migração demoníaca através do documento de cidadania, visualização da bênção, confissão positiva, terapia de regressão, maldição hereditária, numerologia. Nesse contexto as igrejas que têm as Escrituras como regra de fé e prática são desafiadas nesses últimos dias a dar uma resposta a essa avalanche demoníaca. Os samaritanos estavam maravilhados por Simão, o mágico, apesar de sua mutretagem: “Este é a grande virtude de Deus (Atos 8:10). O povo de Samaria tinha Simão como uma grande personagem de Deus. Na verdade, Simão era um mutretólogo, ou seja, um especialista em mutretagem. Pedro percebeu que a obra de Simão era fel de amargura e laço de iniqüidade (v23) que estava penetrando na igreja. Na verdade o apóstolo alertou os crentes de Samaria referindo-se a Deuteronômio 29:18 que diz: “Para que entre vós não haja homem, nem mulher, nem família, nem tribo, cujo coração hoje se desvie do Senhor, nosso Deus, e vá servir aos deuses destas nações; para que entre vós não haja raiz que dê fel e veneno”. Pedro previu que a idolatria de Israel iria se manifestar nas igrejas em Cristo, com adoração aos corruptos mutretólogos. Lamentavelmente, o povo brasileiro está sendo enganado pelas mutretagens feitas pelos mutretólogos americanos, as quais são muito bem copiadas por grande parte dos “pastores” mutretólogos brasileiros, “doutores” em mutretatologia. Uma característica dos mutretólogos é fazer de Satanás o grande astro do momento. Satanás sempre é colocado no topo. Os demônios são fortes e o Senhor Jesus Cristo é fraco. Jesus é tão fraco que é incapaz de libertar as pessoas que são salvas por Ele, pois mesmo salvas ficam presas as maldições e vodus, e que precisam de uma “oração forte” de um mutretólogo. Esquecem esses falsários que Deus “nos libertou do império das trevas e nos transportou para o Reino do Filho do seu amor” (Cl 1:13). O verbo grego traduzido por “libertar”, neste versículo, está num tempo verbal chamado de “aoristo”, que apresenta a ação como completa. Isto quer dizer que Deus nos libertou de uma vez por todas das garras do diabo. O sangue de Jesus é suficiente para libertação total. Não temos que quebrar mais nenhuma maldição. Não há maldição para o Crente. “Nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus” (Rm 8:1) e “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós” (Gl 3:13). É interessante notar que em cada culto os mutretólogos oram amarrando Satanás. Aqui cabe uma indagação: Quem solta Satanás após ele ser amarrado? Uma vez que ele deve ser amarrado em cada culto alguém deve soltá-lo depois. Há muito tempo procuro uma resposta a essa indagação. Em suas “passeatas para Jesus”, os mutretólogos decretam: “Satanás está amarrado nessa cidade”. Se esse jargão é funcional não deveria haver mais estupros, nem crimes, nem assaltos, nem prostituição, nem seqüestros, nem roubos, nem cracolândia nas cidades. Se “amarrar Satanás” for uma expressão verdadeira, então, a terra virá céu e as penitenciárias não receberão mais bandidos. Todos os “doutores” em mutretatologia dizem: “Demônios podem está presentes em objetos amaldiçoados e em utensílios usados em templos pagãos”. Isso é misticismo, pois o conceito de demônios habitando em objetos, em coisas como tesouras, árvores, livros, paredes, comidas têm sua origem no paganismo e na mitologia grega. As Escrituras falam dos demônios atuando especificamente em seres vivos: humanos e animais. As igrejas do mutretólogos são demoniocêntricas, pois é praxe se fazer pirotecnia em torno das pessoas supostamente endemoniadas. Entrevistas e bate-papos com demônios prevalecem em suas igrejas. Na verdade se admitirmos que as entrevistas e bate-papos sejam de fato com demônios, então, o Jesus dos mutretólogos é debilitado, pois aonde a luz do mundo se faz presente as trevas se dissipam. Jesus nunca bateu papo com demônios. Ele não se rebaixava a ficar conversando com demônios. Com uma única palavra os mandava embora. Nas igrejas demoniocêntricas ou lucifereianas prevalece os berros do tipo: “Está queimado”, “está amarrado”, “está arrebentado”, “está esfolado”, “eu decreto”, “eu ordeno”, “eu determino”. Os berros juntam-se com a barulheira das caixas de sons, os ritmos carnavalescos e a fala melosa e plástica do “ministro de louvor”. Para completar a algazarra litúrgica, os mutretólogos colocam nomes nos demônios. Eles ensinam que os crentes têm que saber o nome do demônio que está na pessoa para poder expeli-lo, caso contrário, o demônio não sai da pessoa. A Bíblia não dá nome a nenhum demônio. A exceção é a daquela “legião” (Mc 5:9) que simplesmente quer dizer “muitos”. Os “doutores” da mutretagem insistem em dizer que os demônios têm nomes, pois quando são entrevistados eles dizem os seus próprios nomes. Ora, desde quando o testemunho de um demônio pode servir de base para formulação doutrinária? A rejudaização do Evangelho é algo marcante entre os “doutores” em mutretatologia. Os mutretólogos são especialistas em usar as práticas do Antigo Testamento para iludir suas ovelhas transformando o santo Evangelho num produto de consumo mais barato que chiclete. Muitos desses mutretólogos nutrem as pessoas de sentimentalismo barato dizendo-lhes que o verdadeiro batismo é aquele que ocorre nas águas onde Jesus se batizou. Desse modo, organizam caravanas para Israel, a preço exorbitante, para batizar as pessoas e algumas que já foram batizadas, vulgarizando, ultrajando e assassinando o valor teológico do batismo. Para promover a superstição e a feitiçaria em seu lixo litúrgico e em seus atos proféticos profanos esses embusteiros trazem sal do mar morto, folhas de oliveiras, areia do jardim do Getsêmani, água do rio Jordão, pasta de figo, estrela de Davi, réplica da arca da aliança, réplica do cajado de Eliseu, menorah, shofar, kipar. Toda essa parafernália tem um objetivo maior: satisfazer ao deus mercantilista que eles servem – “Eis aqui Senhor, engorda-me a mim”. Os gálatas estavam entrando pelo caminho judaizante e Paulo os admoestou dizendo-lhes: “Ó insensatos gálatas! quem vos fascinou para não obedecerdes à verdade, a vós, perante os olhos de quem Jesus Cristo foi já representado como crucificado?” (Gl 3:1). Na época de Miquéias, a mutretagem corria livre. Os sacerdotes ensinavam por interesse e os profetas com suas feitiçarias adivinham por dinheiro (Mq 3:11). Os mutretólogos na época de Miquéias além de ambiciosos e corruptos eram cínicos: “Não está o Senhor no meio de nós? Nenhum mal nos sobrevirá” (Mq 3:11). Esses mutretólogos eram tão dilaceradores que se alguém não lhes enchesse os bolsos, eles promoviam guerra contra essa pessoa: “Apregoam guerra contra aqueles que nada lhes metem na boca” (Mq 3:5). Mas, o mais lamentável era que o povo gostava desses sacerdotes e profetas (Mq 2:11). Esse quadro, infelizmente, se repete nos dias atuais. A maioria dos brasileiros gosta de ser iludido pelas mutretagens do Valdomiroismo, Macedoismo, Soaresismo, Rodovalhoismo, Terranovaismo, Felicianoismo, Valniceismo, Cerulloismo, Murdockismo, Malafaiaismo. O propósito de Satanás nesse tempo do fim é paganizar o Santo Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo. Que o Senhor nos conceda o discernimento necessário para não cairmos na rede da mutretagem. Firmemo-nos nas santas doutrinas bíblicas, pois elas são a âncora da alma nessa área da mutretagem espiritual no fim dos tempos. Ir. Marcos Pinheiro

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